Sounds & Soul
No Revisita da MPB: SÉRGIO RICARDO - por Ana Paula Xavier
Basta prender a sua atenção por duas linhas e meu dia está ganho, meu trabalho está feito e minha alegria está completa. Duas linhas! E olha só... Acho que consegui.

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:: 30 de abril, 2007 ::
Mais uma

camarao.jpg

Saímos ontem eu, Amore e Erika, comer uma pizza. na saída do prédio, tirei uma foto de uma flor e achei linda demais. Mas achei que podia melhorá-la. Na volta, depois de comer uma Regina na rua, tirei outra.

Adoro fotos de flores. E fotos noturnas. Juntei os dois...



:: 25 de abril, 2007 ::
Luto

"Acordo sentindo no rosto e no corpo aquecido, respingos de água fria. Esfrego os olhos sonolentos. No quarto às escuras, alguns vultos se movimentam. Ao meu lado, junto à parede, ajoelhada no chão de terra batida, Zezé, minha irmã mais velha, se apressa, recolhendo a esteira. Obedece à voz firme de mamãe, que com a velha caneca de ágata na mão, percorre a casa respingando água por cima de cada filho, entoando rezas e cânticos.

-- Ave Maria, cheia de graça. O Senhor é convosco. Bendita sois entre as mulheres e bendito é o fruto do seu ventre, Jesus. Levanta, Paulo! Levanta, Regina! Santa Maria mãe de Deus, rogai por nós pecadores... Levanta, Zezé! Levanta, Guilhermina!...agora e na hora de nossa morte. Amém. Manuel, levanta!

Água e reza. Reza e água. A mesma benzedura. Todos os dias. Às três da manhã.

-- Levanta, Carmelita! Corpo mole é pecado!

Estremeço com a firmeza do chamado. Entre acordada e dormindo, acompanho meus irmãos que formam fila atrás de mamãe. A pequena procissão abandona o quarto fazendo coro às primeiras orações da manhã..."

O sonho de me tornar cantora me acompanhava desde pequenina, em Visconde de Ingá, São Francisco de Paula, interior do Rio de Janeiro, onde nasci Carmelita Andriaga. E por causa dele houveram brigas, rompimentos definitivos com a mãe, uma negra meeira chamada Avelina, surras apanhadas das tias, todas religiosas ao extremo.

"-- Carmelita, eu me sinto responsável por você. Largue essa maluquice de ser cantora. Sua mãe jamais aceitaria. Bem sabe o que ela pensa desses artistas, todos com uma vida livre, desregrada.
-- Qu'é isso, tia Joventina! Só porque têm que viajar por aí?!
-- São gente diferente da gente. Não são tementes à Deus. Eu não aprovo. E muito menos sua mãe!"

(tempo)

"Caminho pela rua. Violão debaixo do braço, alegremente distraída por tudo o que havia acontecido nos dias anteriores e com o novo emprego em casa de artista. Quando estou chegando à casa de Seu Francisco Alves dou um encontrão numa senhora e o pacote que ela carrega cai ao chão. Sem graça, me desculpo e atrapalhada com o violão me abaixo para ajudar a reunir os papéis que se espalharam na calçada.
-- Desculpe! Desculpe!
Pego algumas folhas.
-- São músicas?
-- É. São partituras
Ela vai ajeitando no pacote, afobada, as folhas que eu recolho. Fica me olhando, devo estar ridícula, atrapalhada com o violão e agachada na calçada.
-- Aprende violão?
Um pouco envergonhada, respondo:
-- Estou tentando aprender sozinha.
-- Trabalha aí ao lado, pro seu Francisco?
-- Sim. Comecei esta semana.
-- Então, deve ter boas referências. Rita é muito exigente.
-- Conhece dona Rita?
-- Há muito tempo. Fomos colegas de colégio. Bem, bem, deixa eu andar rápido, que tenho uma aluna daqui há pouco.
-- A senhora é professora?
-- Sim. Dou aula de piano.
-- Eu também preciso me apressar. Seu Francisco vai ter visitas hoje, pro jantar...
Já em casa de Seu Francisco, estou começando a preparar o jantar quando dona Rita entra afobada.
-- Carmelita, Carmem Miranda vem aqui em casa hoje de noite. Suspenda o jantar. Serviremos uns salgadinhos e aperitivos. Depois eles vão jantar fora. Prepare uns salgadinhos caprichados e sirva com o uniforme novo.
Eu fico alvoroçada. Tinha que caprichar. Imagine!... Servir Carmem Miranda! É uma grande oportunidade! Conhecer Carmem Miranda! É uma oportunidade que pode não se repetir jamais! tem que ser hoje...

Retornando à sala com a bandeja de canapés reabastecida, eu decido que tem que ser agora ou nunca. Respiro fundo e pergunto:
-- Seu Franscisco, o senhor me dá licença prá eu cantar uma música?
Ele se surpreende.
-- Carmelita, talvez não seja o momento. Pode incomodar dona Carmem.
-- Sim senhor. Desculpe, seu Francisco, mas eu só tenho essa chance. Em que outra hora eu teria o senhor e a dona Carmem para me ouvirem?... Eu quero ser cantora!
Carmem Miranda, de boa vontade e divertindo- se com a cena, intercede em meu favor:
-- Ora, Chico... Deixe a mocinha cantar. O que vai cantar, criança?
Neste momento, vacilo.
-- Tem um tipo de música que eu cantei a minha vida toda, não sei se a senhora vai gostar, é música de igreja.
Carmem Miranda e Francisco Alves se entreolham. Eu largo a bandeja na mesa, respiro fundo e canto.
"Coração Santo
Tu reinarás,
O nosso encanto, sempre serás..."
O patrão, espantado, fica calado. Carmem Miranda porém me faz um desafio.
-- Preciso ouvi- la cantando música popular. Cante uma, por favor.
Eu não quero arriscar cantando Taí.
-- Pode ser Camisa Listrada?
-- Vejam só! Uma das músicas que eu gravei! Estou lisonjeada! vamos, Carmelita! Cante!
Eu já começava à me arrepender pela escolha. Que atrevimento! Na frente da dona Carmem Miranda... Mas agora era tarde!
"Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí./
Em vez de tomar chá com torrada ele bebeu Parati/
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão..."
Quando termino, Carmem Miranda bate palmas.
-- Chico... Eu que me cuide! Você promete, garota. Se trabalhar duro, você tem chance...

====================

Anos depois... Muitos anos, mais de meia centena deles, ao conhecer aquela que se transformou numa das maiores intérpretes da música popular brasileira, minha única reação é quase religiosa. No camarim onde ela estava sentadinha, esperando sua vez de entrar em cena, eu me aproximo, e minha única atitude é pegar em sua mão e me colocar de joelhos, olhos à altura dos olhos já pequeninos e ainda brilhantes daquela negra linda. Minhas mãos tremem de emoção. Vejo nos olhos dela toda a alegria e toda a experiência que ela acumulou em mais de 60 anos de carreira. Nos meus olhos, lágrimas contidas por estar diante de um dos maiores ícones da Música Popular Brasileira.



:: 22 de abril, 2007 ::
Um mês

Foram exatos 4 finais de semana de trabalho. Terminou ontem.

Primeiro, a abertura do Ranking FEERJ 2007, nos dias 31 de março e 1º de Abril, no Fazenda Clube Marapendi. No fim de semana seguinte, de 5 a 8 de abril, tivemos as Seletivas para o Sul Americano e Americano das Categorias de Base (Mirim, Pré-Junior, Junior e Jovem Cavaleiro), de 12 a 15 foi a vez do Campeonato de Salto Nacional de Abertura da Temporada da Sociedade Hípica Brasileira. E prá encerrar, de sexta feira até ontem, tivemos a primeira etapa do III Campeonato Oi Serra e Mar de Hipismo.

Foi tudo muito bom, confesso. Mas o Oi Serra e Mar é especial. Considerado por todos o concurso mais charmoso do Brasil, já se tornou uma tradição. Esperado por todos, tentado por todos, tem apenas um único problema: Ele é extremamente seletivo. Não é um Campeonato Nacional, é um Interestadual, com vagas limitadas para MG (8 vagas) e SP (22 vagas), e abertas aos cavaleiros do Rio de Janeiro - esta ano tivemos 145 conjuntos cariocas inscritos.

E por conta dessa limitação, tivemos uma verdadeira aula de humildade, caráter, honestidade e, principalmente do que é montar de forma brilhante. Vou contar...

Na quinta feira, dia da inspeção veterinária, apareceu um cavalo de nome Castor, da Federação Hípica de Minas Gerais. Sem o nome do animal na lista oficial da equipe veterinária, o proprietário foi orientado à comparecer na Federação ver o que estava acontecendo de errado, já que a inscrição estava feita e paga.

E lá foi ele, com a filha Sidea, de seus 16, 17 anos, que era a amazona inscrita para montar o animal. Descobriu-se que por 'alguma razão', ela havia sido inscrita e a inscrição literalmente sumiu do relatório. Ela havia sido a 2ª inscrição da FHMG à entrar no relatório, e uma semana antes do início do concurso surpreendentemente não estava mais na lista. Pra resumir, tentamos de um tudo: Tirar os líderes do Ranking da CBH do ano passado de suas federações de origem, prá que as vagas deles pudessem ser preenchidas, o que foi negado pela CBH para não se abrir precedentes; trazer uma amazona carioca federada por São Paulo prá saltar esta etapa pelo Rio de Janeiro, o que foi aceito pelo proprietário do cavalo e pela FPH, mas negado pela amazona; abrir mais uma única vaga prá MG, junto à Comissão Organizadora do evento, que em reunião fechada negou o pedido.

Até que, sem mais o que fazer, a Vera, minha chefe direta na FEERJ deu a notícia pro pai da amazona:

-- Infelizmente, já tentamos de um tudo. Não há mais o que fazer. Apenas reembolsar o dinheiro pago pela inscrição da sua filha.

Nisso, a menina sai da federação chorando. E o pai...

-- O problema não é só o dinheiro da inscrição, dona Vera... É o tempo gasto em viagem, são os 2 dias de trabalho que perdi, são os custos de se trazer um cavalo de Minas pro Rio, gastos com hotel, e principalmente, ter o desgosto de ver a minha filha chorando por um erro que não foi nosso. Isso dói demais da conta...

Aí bateu um estalo na Vera.

-- Sidea já fez a federação por Minas, este ano?
-- Ainda não. Íamos fazer esta semana que entra.
-- Então, temos uma saída: ela faz a federação pelo Rio, paga 1/ 12 avos da taxa, corre essa etapa e, semana que vem eu mando uma carta prá Federação Mineira, dizendo que ela está desligada da FEERJ e pode se federar por Minas. Só vejo esta saída...

E assim foi feito.

No dia seguinte, tentamos sair prá vê-la montando, e não deu. No final do dia, soubemos que ela havia vencido a primeira prova, batendo outros 54 concorrentes, e abrindo 20 pontos. O melhor foi, 30 minutos depois da prova, ela aparecer na Federação apenas prá mostrar o troféu que havia ganho...

-- Olha, tia Vera... O que eu ganhei!!!

No segundo dia, a prova previa desempate prá todos os conjuntos que completassem o percurso sem faltas, e sem punição por excesso de tempo. De novo, tentamos sair prá vê-la montar e de novo não deu. Mas o pai ligou dizendo que ela estava no desempate.

No desempate, não deu outra: fechamos a federação e fomos todos ver a menina saltar. E o que vimos foi uma excelente amazona, cheia de técnica, domínio da excelente montaria, um castanho maravilhoso, rápido... Ela apenas perdeu um teco de tempo na curva de saída de um obstáculo prá entrada do obstáculo final... Acabou o desempate na 3ª colocação.

Na soma dos resultados dos dois dias, a 'nossa' Sidea Santiago Rodrigues está em 1º lugar, já que os dois que terminaram à frente dela na segunda prova foram eliminados na primeira...

O pai deve se sentir orgulhoso da criança.

Achei foteenho dela de ontem...

sidea_santiago.jpg



:: 17 de abril, 2007 ::
Adeus...

Esse mundo às vezes se torna um CU, sabe?

http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/04/17/295393148.asp



:: 15 de abril, 2007 ::
Cansado

Muito cansado. Hoje, depois de 3 finais de semana de trabalho, cheguei no meu limite quase extremo. E ainda tem mais um desses pela frente...

Por isso...


nadegas-a-declarar.jpg
Nádegas à declarar



:: 11 de abril, 2007 ::
Sou-lhes fã... Demais!!!

Já falei da Nandinha Cabral aqui...

nandinha-madeo.jpg
Eu e Fernanda Cabral hoje, ao lado da Pista José de Verda, na SHB

A Nandinha é uma amazona federada nossa aqui pelo Rio. Amazona do Floresta Country Club, é o retrato da familia dela: uma 'fofa' no mais amplo sentido da palavra. Filha do Marquinhos Cabral e da Sandra, administradores da hípica do Floresta Country Club, raramente se vê a pequena sem um sorriso estampado no rosto. Na verdade, raramente se vê qualquer um da família de cara virada. Acho que vem dali o sorriso da Nanda.


nandinha-happy.jpg
Fernanda e Happy Marcolab - amor prá mais de metro

Também já falei do Happy Marcolab, o cavalo de propriedade do Marquinhos Cabral, que a nandinha salta. Ele foi campeão de Cavalos Novos, produtos de 7 anos, no ano passado. Baita cavalo, descobri dia destes que ele é filho do Quo Vadis Verdi (na minha opinião um dos mais perfeitos cavalos de salto do Brasil). Também já falei do Quo Vadis aqui...

Valeu, Marquinhos e Sandra. Obrigado por permitirem as fotos da Nandinha por aqui.



:: 09 de abril, 2007 ::
E já que tanto se 'fala' em fotografia...

Minha história com fotografia começou cedo. Quando minha mãe se casou com o Juca (aquele do Culírio, lembram???), ele trouxe, junto com as bugigangas dele, uma ou duas máquinas fotográficas. Minha mãe sempre se meteu à fotógrafa, e fazia algumas experiências.

Numa delas, inesquecível, ela resolveu tirar uma auto foto. Ligou o flash, parou na frente do espelho e CLICK!!! Ao revelar, viu-se aquela explosão de luz, e embaixo o par de canelas finas que minha véia sempre teve...

Aliás, dizem as más línguas que dona Dora é a rainha desse tipo de coisa. Procês terem uma idéia, o cabelo é diferente, mas não duvido que a dona da foto aí embaixo seja minha santa mãezinha... rsrs

mae-fotografando.jpg
"Pô... Esse flash é forte messs..."



Páscoa

A Semana Santa passou e eu trabalhei prá caralho. Como disse num post abaixo, tivemos as Seletivas para formação da equipe brasileira para os campeonatos Sul Americano* e Americano** de categorias de base. Foi a segunda etapa, de um total de 6 para escolher os componentes das equipes de Mirim*, Pré Junior*, Júnior* e Jovems Cavaleiros**, e pela segunda semana consecutiva, fizemos uma competição perfeita.

Falando de Páscoa, nunca me liguei nesse treco de dar chocolate prá ninguém. Acho que esse ano dei o meu primeiro ovo de páscoa. Não sabia nem que ele era prá ser dado no domingo. Comprei um na quinta feira e dei direto prá Amore. Claro que ela abriu e eu acabei com ele na quinta feira mesmo... rsrs

Mas apesar do trabalho quase brutal, a nossa Semana Santa foi bem boa.

Não tem foto do coelho de páscoa. Serve de um miquinho? Tirei no Costa Brava, na sexta feira

mico03.jpg

E o vídeo dos miquinhos aqui...



:: 07 de abril, 2007 ::
Gaiato?

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Eu jurava que fossem gaivotas, mas Amore jura serem patos. Na dúvida, chamaremos de Patiotas. Ou seriam Gaiatos?

Quem quer que sejam, estavam nos fazendo companhia na sexta feira, no Costa Brava. Foi uma delícia de dia, como Amore contou no lilás.



:: 05 de abril, 2007 ::
De dentro do Rebouças...

arte-01.jpg

Histórico

O Túnel Rebouças foi inaugurado em 03 de outubro de 1967, ligando as zonas Norte e Sul.

Projetado para um volume de 76 mil veículos/dia, com duas faixas de rolamento e acostamento, possui 2.040 metros de galeria contínua da Lagoa até o Cosme Velho e mais 772 metros na galeria do Cosme Velho até o Rio Comprido, totalizando 2.840 metros. Atualmente o volume diário é de 190 mil veículos/dia, em três faixas de rolamento sem acostamento.



:: 01 de abril, 2007 ::
Começou

Ontem e hoje tivemos a primeira etapa do Ranking de Salto da FEERJ 2007. Trabalhei que nem um condenado estes dias. Quinta e sexta, saímos da Federação depois de 9 da noite. Ontem e hoje cheguei no Fazenda Clube Marapendi antes das 8 da manhã, e voltei prá casa depois das 7 da noite.

Tivemos 10 provas com diversas categorias, desde escolinha de equitação de 40 cm até Sênior Top. O CES (Campeonato Estadual de Saltos), em sua primeira etapa, foi um sucesso. Quase 180 conjuntos inscritos, quase nenhum erro, quase nenhum pepino prá resolver.

Semana que vem acontecem duas seletivas para escolha das equipes nacionais de categorias de base para o Sul Americano de Mirim, Pré Junior, Junior e Juvenil e o Americano de Jovens Cavaleiros, e o Brasil vai com equipes fortíssimas.

Prá vcs, a última foto que tirei hoje. Era a vista que tínhamos da lua, de dentro da sala do Juri, quando a noite ia caindo e tínhamos acabado de terminar a passagem de desempate da última prova.

Tirei a foto durante a cerimonia de premiação...

Lua

lua-marapendi.jpg