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:: 26 de fevereiro, 2008 ::
Shows
Na quarta feira anterior à cirurgia (13/ 02) e na posterior à ela (20/ 02) fui fazer fotos do show da Claudinha Telles no Vinícius. Das tantas que eu tirei, seguem 3. Dia 13 de fevereiro Dia 20 de fevereiro
Se alguém souber de gente que esteja precisando de fotografias de eventos (aniversários, casamentos, batizados, enterros e missas de Sétimo Dia), mande e-mail prá m.bocatios@gmail.com
:: 20 de fevereiro, 2008 ::
Castigo!
Ontem Amore extrapolou no micro, resultado, está de castigo!!!!! Pediu que postasse aqui pra ele. "Hoje não haverão piadinhas com a cirigia, pois dor não tem graça. Ao menos enquanto ela prevalecer. Depois...tudo bem! Já passou. História. Finito. Mas, durante a crise, sem chances. Acordei cheio de dor por volta das 5:40 hrs. Escrevo sentado no bidê em meu 4º banho de assento de lá pra cá. A primeira coisa que vem a cabeça nessas horas é: FIZ MERDA!!!! Por mais que saiba que não fez, pensa. Pensa que pode ter comido algo indevido, embora tenha separado o milho verde da salada; pensa que acabou fazendo força demais para evacuar quando na verdade o que devia fazer era relaxar e deixar acontecer naturalmente. Ou ainda que errou ao usar modess e algodão para manter a área seca e com pouca assadura, quando a instrução era usar duas peças de gase. Uma coisa que pode ter influenciado, e muito, foi o tempo sentado em frente ao computador ontem. Hoje, vou me abster disso." Tomara que ele entenda agora que todo CUidado é pouco....rs
:: 19 de fevereiro, 2008 ::
Perdi
Antes da cirurgia, um médico amigo meu lá da Hípica, que passou tb pela mesma Briocoplastia me disse: 'cada cagada vai ser uma facada no cu'. Então tá certo. Já esperava por essa dor toda. Outro, um salva vidas tb de lá, havia me dito que, guardadas as proporções, ao evacuar eu ia sentir as dores do parto. Meu primeiro pensamento foi: como vc sabe, corno? Já teve filhos? Mas não. Diboua... Acho que é mais ou menos por aí mesmo. Ter um filho dizem que dói demais. E cagar, nessa situação, não dói de menos... Tanto me animei com esse sentido figurado que tô dando nome prás bostinhas... Assim, me animo à ir ao banheiro e ver meus rebentos (Há!) me arrebentando... -- ôi, Miconésio... Xáu, Miconésio Xeu me preparar pro Bostildino... =========== Ah!!! Perdi essa madrugada o meu primeiro ponto... Foi na hora do banho de assento... Sorte que não é prova, então nem ligo de perder pontos... Há! Ãpdeiti Cês não têm 'loção' da diferença que um ponto faz... Jisuizi... Bostildino veio e foi com uma facilidade incrívia... Menos mal... Ele veio acompanhado de mais uns 3 ou 4 seres menores...
:: 18 de fevereiro, 2008 ::
Pré e pós...
Só depois da operação eu tô entendendo a verdade do ditado que diz que 'passarinho que come pedra sabe o cu que tem'. De boa... Prá quem não sabe, operei as hemorróidas, num procedimento também conhecido como Briocoplastia. Cirurgias de risco existem muitas. Mas a briocoplastia pode se gabar de ser uma quase exclusiva cirurgia DO risco. Há!!! A minha operação estava marcada originalmente prá hoje (18/ 02), mas por alguma razão que não conheço, adiantaram prá sexta feira, dia 15. Eu devia chegar no hospital por volta das 07:00, 07:30 prá internar e operar à tarde. Combinei com Amore de ir de manhã, sozinho, cuidar da burocracia internatória e me instalar, enquanto ela resolvia umas paradas da casa. Feito. Internei e, antes de ir pro quarto, fui orientado à aguardar numa sala cheia de poltronas, onde me apareceu uma enfermeira oxigenada, com cara de paraíba, dentadura meio solta, quadril largo e bunda caída que me verificou a pressão e disse: -- Agora vamos pro quarto, que eu vou tirar a tua roupa e te deixar pronto, tá? Pensei cá comigo: 'Véia safada'!!! No quarto, já de camisolinha de bunda de fora, deitadinho de lado com um litro de soro entrando pela mão e um tubo de borracha enfiado no ânus, que jogava dentro de mim 1,2ml de um líquido prá lavagem intestinal pensei: 'véia fia da puta'!!! Como tudo o que entra sai, foi ela terminar a lavagem, corri pro banheiro, claro, prá enxágoar, que ninguém é de ferro. Ao voltar pro quarto, me vi sozinho... A viada nem esperou prá fumar o cigarrinho básico. E nem deixou 10zão na mesinha de cabeceira. Só quis mesmo me usar e pronto. Deitei, falei um teco com Amore pelo rádio e dormi. Acordei assustado com uns tapinhas no pé, e a primeira coisa que vi foi um enfermeiro ao lado de uma maca. Me mandou deitar na maca que era hora de ir pro Centro Cirúrgico. Sonado ainda, chamei Amore no rádio e disse que tava indo. Aí, por Deus que as lembranças são picotadas. Deixei aparelho de audição, óculos, chinelos no quarto e fui levado pro CT. Só quem passou por uma cirurgia sabe o desespero que é, ir prá algum lugar deitado, sem ver nada à frente, só acima... Entramos no elevador, não sei se subimos ou descemos, saímos do elevador e entramos por uma porta onde fui largado. Aí meio que cochilei de novo. Acordei com alguém falando alguma coisa comigo, que eu não entendia. Eu disse: sou surdo! e o cara fez cara de compreensão. Me mostrou uma folha de papel e eu achando que era jogo de Imagem e Ação gritei: Amadeu!!! não... Me mostrou de novo a folha e eu vi ali, de relance a palavra 'procedimento'. Não tinha como errar e berrei: hemorróida!!! Errei de novo. Depois de muito tempo, ele resolveu olhar embaixo do colchão da maca e lembrei de E.R., que sempre prendem os exames do pacientes que chegam de ambulância ali... Claro!!! O envelope com os exames!!! Ficaram no quarto, junto com o aparelho de audição, óculos, chinelos... Ele deve ter mandado alguém buscar, mas não ouvi. Na verdade, o meu desespero era maior por isso: não estava ouvindo nada e vendo muito pouco. Sei que resolvi relaxar e dei mais uma cochilada. Acordei com uma médica bonita me olhando como quem vai falar comigo e me antecipei: Nem adianta, doutora. Sou surdo e não vou ouvir. Ela sorriu e, mexendo bem a boca perguntou: O Senhor é o Seu Amadeu? Vai fazer a cirurgia de Hemorróidas, certo? Me senti no Programa do Sílvio Santos e só respondia SIIIIIMMMMM!!! Mas ali, pelo menos tinha certeza das respostas. Mais uns minutos e fui levado prá sala de cirurgia. A mesma médica veio de novo falar comigo e entendi alguma coisa sobre anestesia e disse: a Drª Ana Paula disse que ia ser anestesia peridural. Juro que até agora não sei o que foi dito lá dentro. Sei apenas que me colocaram numa mesa estreitíssima, em que eu mal cabia, colocaram como umas táboas embaixo dos meus braços e lembro tb da máscara de cheirinho. Aí apaguei definitivamente. Não sei quanto tempo depois acordei e vi um conjunto estranho acima dos meus olhos, composto por máscara, touca, óculos e um par de luvas me fazendo sinais de 'ok'. Acho que vi tb um par de olhos por trás dos óculos. Mas não tenho certeza alguma disso. Apaguei de novo. Quando acordei, estava começando à dar conta de onde estava. Mexi um pouco a cabeça para os lados, mexi as mãos, pisquei, pensei em Amore e vi que estava tudo certinho. Menos as pernas que não consegui mexer, mas que olhei e vi que estavam ali. Apaguei de novo e acordei pela última vez e, sem me preocupar com cabeça e mãos e braços, tentei e consegui mexer as pernas e pés e fui levado direto pro elevador. Encontrei Amore no corredor, e já estava (acho) completamente desperto. À noite, sozinho no quarto, veio o desespero: quem disse que eu conseguia fazer xixi na tal da Comadre? E quem disse que eu podia levantar prá ir fazer xixi no banheiro? Quem disse isso, errou nos dois. É impressionante a ligação das coisas. Ninguém tem noção de quantas vezes se usa o furiculinho diariamente. Ele não serve apenas prá evacuar. Está tudo ligado. Vc ri, músculos lá são usados, vc espirra idem, tosse, pior ainda... Tudo reflete no ânus. Coisa de doido, literalmente. Acordei na manhã seguinte praticamente sem dor, e melhor ainda, com Amore me acariciando a mão. Aguardamos o médico que ia me dar alta que chegou por volta das 09:45hs, um garoto novo, bonito, cara de sério, mas simpático até. Esclareceu umas dúvidas e perguntei se ele havia estado na minha operação, ele riu e disse: 'estava sim, vc me abraçou, dizendo que ia cair da maca e eu mandei vc ficar tranqüilo que tava tudo bem'. Quando disse que não lembrava do episódio ele virou, prá sair e preencher a papelada e disse: 'Cê já tava doidão'. Aí me toquei que havia tomado anestasia geral, que era o meu maior medo. Viemos embora, e de lá prá cá, começou o pior. Ir ao banheiro é sofrível. A primeira cagada após a cirurgia foi infernal. Doía, sangrava, latejava... e olha que nem foi um troção. Foi um cocôzinho sabe? Não chegava à 4 cm de comprimento por 0,5 de diâmetro. Uma verdadeira merdinha. Mas literalmente uma bosta prá sair. E assim tem sido desde então. O pior é que sempre tive problemas sérios prá evacuar. Ficava, muitas vezes, até 10, 15 dias sem dar uma barrigada. Agora, de sábado prá cá (desde que voltei para casa), são pelo menos 3 por dia. Então, já desci ao inferno pelo menos 10 vezes nestes dias... São urros de dor em cada uma. Claudia disse que vai comprar uma fantasia de Chewbakka prá eu sair no carnaval do ano que vem, pois o grunhido eu já aprendi... rs Agora, diboua? Tô querendo descobrir quem foi o filha da puta da equipe cirurgica que treinou ponto cruz no meu cu...
:: 05 de fevereiro, 2008 ::
Fim de semana
Compromisso no dia 03 de fevereiro: fotografar o Pôr-do-Sol no Arpoador. Uma chuva do cão até quinta feira de noite, e a idéia de se cancelar o encontro com a gALLera do Clube FotoRio. Resolveu-se que a saída aconteceria de qualquer jeito, nem que fosse apenas para confraternização e PhotoChopp. Sexta amanheceu um dia lindo, com sol forte, algumas nuvens no céu, brisa fresca, e assim se manteve o dia inteiro. No encontro, marcado para as 18 horas, umas 15 pessoas marcaram presença. A maioria de antigos no fórum, dois novatos e uma criança de 'quase' 3 anos, filha dum dos amigos. O resultado não podia ser outro. Fotos maravilhosas. No domingo, a chuva não perdôou e tivemos que mudar de planos. O que era prá ser uma saída pro Zoológico do Rio, transformou-se numa ida à Feira das Tradições Nordestinas, também conhecida como Feira dos Paraíbas, aqui em São Cristóvão. Lá, um grupo de 6 corajosos danou à sentar o dedo no botão da máquina. Voltei prá casa com centenas de retratos, coisa que tinha uma certa barreira de fazer. Acho que retratar pessoas é complicado, já que não se sabe SE a pessoa quer ser fotografada. A saída O máximo que vai acontecer é ouvir um não como resposta. Mas a maioria aceitou de bom grado, sem nem perguntar qual a razão da foto. Foram exatamente 350 fotos na máquina. Destas, mis de 330 eram de pessoas. Coloridas, Preto e branco, de longe, de perto, com e sem autorização (confesso). Acho que o forró de carnaval da feira dos Paraíbas nunca foi tão fotografado. A que mais gostei foi uma P&B. |
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