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No Revisita da MPB: SÉRGIO RICARDO - por Ana Paula Xavier
Basta prender a sua atenção por duas linhas e meu dia está ganho, meu trabalho está feito e minha alegria está completa. Duas linhas! E olha só... Acho que consegui.

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:: 29 de novembro, 2009 ::
Senti, SIM!!!

E não existe um só Tricolor no mundo que não tenha sentido o baque dos 5x1 sofridos contra a LDU na altitude de Quito (2.850mts acima do nível do mar). Sofri e temi que o resultado influenciasse os jogadores, comissão técnica e torcida no Campeonato Brasileiro. Mas que nada.

O que fazer depois dos 5 a 1? Desistir da Sul-Americana e concentrar o foco no Brasileiro?

A primeira resposta racional seria claramente sim. Afinal, para um time já muito cansado, insistir num sonho "quase impossível" e de "valor secundário" seria quase um suicídio para quem precisa escapar do rebaixamento e - está pertíssimo de conseguir.

Nos últimos tempos, os músculos tricolores não se alimentam mais de ATPs, creatina, nem de aminoácidos, mas são os neurônios que se nutrem de dopamina, o neurotransmissor do prazer. Quem corre maratonas diz que depois da metade da prova, o prazer supera o cansaço - por essa razão. Da mesma forma, o que tem movido o Flu para a frente nestes dois meses tem sido alegria e a esperança.

Mas é justamente essa a questão. Dizer a quem vive de esperança que é preciso ser racional é quase acordar os corpos à exaustão do esforço feito nas últimas semanas. E isso sim seria um suicídio.

Não é a racionalidade que está levando o Flu à superação. Na verdade, superação nunca está ligada à razão, mas à emoção. Para se superar é preciso ultrapassar as barreiras que o corpo impõe à si mesmo no sentido de sua preservação.

Essa arrancada que o Fluminense conseguiu até aqui era, como diz um ditado da moda, impossível. Só que os jogadores não sabiam que era e foram lá e fizeram. Assim, é preciso continuar a esconder esse “segredo” dos jogadores.

E esse é apenas um dos dilemas que os diretores, comissão técnica e jogadores devem estar vivendo a partir de hoje.

Mas, se esse é o time da esperança, é preciso mantê-la.

Se o Fluminense superar mais esse obstáculo, é melhor nem fazer o filme, porque, mesmo sabendo que é real, ninguém vai acreditar.

Mais do que acreditar na possibilidade de uma virada história contra a LDU, com um placar maior do que 4 gols de diferença, eu confio nela. O Fluminense jogou no Equador contra um time que soube se aproveitar da velocidade que o jogo ganha pela alteração da velocidade da bola numa altitude daquelas. Quem assistiu ao jogo viu que o time da LDU, auxiliado pelos gandulas simplesmente não deixou o jogo parar. Tomamos o primeiro gol, o de empate deles, dessa forma: uma falta na intermediária, a bola parecia que ia sair mas foi alcançada por um jogador dos equatorianos, o gandula jogou outra prá dentro do campo, a falta foi batida com a bla que estava em jogo num passe rápido e o chute da entrada da área. Tudo isso em menos de 5 segundos. A velocidade do chute ao gol? Algo em torno dos 98 quilômetros por hora, coisa que numa altitude normal, não chegaria aos 70. Foi correria da LDU durante quase 97 minutos, com mpiseros 15 minutos de descanso. Isso onde se tem pelo menos 40% de déficit de oxigênio no organismo.

Acredito e confio na vitória e na virada aqui no Brasil? Piamente. Porque? Porque time e torcida vêm constantemente contrariando o improvável nestes últimos 45 dias; porque a altitude será outra, e as atitudes dos dois times tb serão outras. O Fluminense de hoje não aceita derrotas, e a LDU só tem duas formas de jogar: ou ela vem fechada prá garantir o resultado e será pressionada o tempo todo (e com a defesa quase fraca que tem) vai tomar 3 só no primeiro tempo; ou ela vem aberta prá tentar um gol e matar o jogo, correndo sérios riscos de contra-ataques mortais do Fluzão. E mais, o Conca que é um dos grandes craques do Brasil na atualidade vai esmerilhar nessa quarta feira.

A grande prova de que esse time do Flu pode fazer 4 gols jogando no maracanã aconteceu hoje, jogando contra o Vitória.

VAMOS, FLUZÃO
VAMOS GANHAR
EU SOU DO TIME TANTAS VEZES CAMPEÃO
VIM PRÁ TORCER
VIM PRÁ GRITAR
É POR VOCÊ QUE A VIDA INTEIRA EU VOU CANTAR



:: 24 de novembro, 2009 ::
ERRO ZERO!!!

É esse o objetivo do Fluminense até o fim da temporada. Embalado por uma verdadeira cruzada, apoiado na sequência de oito vitórias, cinco no Brasileirão e três na Copa Sul-Americana, o time do técnico Cuca deu início ontem a mais uma longa e desgastante maratona, que soma viagens e batalhas decisivas. A começar pela primeira partida da final da Sul-Americana, contra a LDU, amanhã, a 2.580 metros de altitude.

Cuca não teve tempo nem de comemorar a vitória sobre o Sport e, logo depois do jogo, já estava pensando no futuro. “Jogamos uma decisão contra a LDU. Vamos sair daqui (Recife) e viajaremos para São Paulo. Nesta segunda (ontem) vamos levantar por volta das 6h da manhã e começaremos a viagem para Quito, só chegando lá por volta das 18h (de Brasília). Lá teremos mais uma decisão e depois ainda teremos o Vitória já no domingo. É uma maratona, estamos no fio da navalha, sem podermos errar nunca. A torcida tem que estar orgulhosa desse time”, enalteceu o treinador, que, com o grupo, percorreu 9.775 km até chegar à capital equatoriana.

Já em solo adversário, o atacante Fred, jogador mais experiente do time titular, vai enfrentar pela primeira vez na carreira a temida altitude. Mas o artilheiro mandou o fantasma para escanteio e disse estar pronto para a guerra em Quito. “Não tenho experiência nenhuma na altitude, já conversei com o fisiologista Maurício Negri e ele disse que os problemas seriam mais psicológicos. Então já me despreocupei e estou pronto para ajudar”, afirmou o jogador, artilheiro do Fluminense na temporada, com 20 gols.

Assim como o fisiologista, o preparador físico Ronaldo Torres garantiu que o time está pronto e que o maior problema será se adaptar à velocidade da bola nos minutos iniciais do jogo. Mesmo a LDU tendo sido algoz do time carioca na decisão da Libertadores do ano passado, Fred afirmou que o importante é manter o foco. “Isso é mais do torcedor, que tem essa revanche na cabeça. Mas, se for saudável, não tem problema”, disse o jogador.

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Quer saber? Há 35 dias eu não acreditava que o Flu iria escapar do rebaixamento, e na verdade, estava torcendo prá que caísse, já que não vinha fazendo absolutamente nada em campo. Hoje, além de acreditar n permanência na Série A, ainda acredito no título da SulAmericana. O que vem traz uma situação engraçada: apesar de todos os problemas da vergonhosa gestão de Roberto Horcades, o Fluminense pode ter uma média de 1 campeonato há cada 2 anos (2005-carioca/ 2007-Copa do Brasil e 2009-SulAmericana). Na hstória mais recente do Fluzão, melhor do que isso só no começo da década de 80, com o então presidente Francisco Horta, quando o Flu foi tri-campeão estadual (83, 84 e 85) e campeão brasileiro (1984).



:: 23 de novembro, 2009 ::
Segue a Saga

No apito final do árbitro da partida entre Fluminense e Sport, ontem na Ilha do Retiro, o Fluminense estava fora da Zona de Rebaixamento, já que empatava em número de pontos com o Botafogo, que ao mesmo tempo jogava com o SP no Engenhão. Havia ganho a partida por 3x0 e torcia prá que prevalecesse o empate que se desenhava no Rio.

O Botafogo virou prá cima do São Paulo e jogou o Flu de novo na zona da degola, mas agora, com mais chances de sair do que tudo, já que temos 2 jogos teóricamente mais fáceis do que os adversários diretos. Vejamos:

Na próxima rodada, o Fluminense pega o Vitória aqui no Rio. O Vitória não tem o que perder e nem o que ganhar. Está no meio da tabela e corre 1% de risco de rebaixamento. Então, vem apenas cumprir tabela. Acho que o Flu ganha. Enquanto isso, Botafogo e Atlético Paranaense fazem jogo de vida ou morte em Curitiba. Ambos estão com 44 pontos (2 pontos à mais que o Fluminense). Torço pela vitória do Botafogo. Ganhando os dois times do Rio, o Flu passa o Atlético em número de pontos. O Coritiba (44 pontos) vai prá BH enfrentar o Cruzeiro e deve perder, mantendo os 44 pontos, e ficando atrás do Fluminense tb.

Na semana que vem, a última rodada é que vai definir a vida de todo mundo, definitivamente. Aí, o Flu vai prá Curitiba encarar o Coritiba e deve ganhar. O Botafogo pega o Parmêra aqui no Rio e o Atlético Paranaense pega o Barueri em Barueri.

Veja os gols da vitória do Fluzão sobre o SPORT


Opinião de especialistas:
Mauro Beting - O Fluminense vai ganhar os 6 pontos que ainda disputa, pela maré, pelo que está jogando. O Botafogo conseguirá apenas mais 4 pontos e se salvará. E o Coritiba deverá cair.

Marcelo Damato - Acho que Fluminense e Botafogo vão escapar. Estão jogando mais do que qualquer um que está brigando para não cair. Mas a definição será apenas na última rodada. Botafogo terá dificuldades por ter perdido o Jobson para o próximo jogo, e o Flu está jogando muito

Roberto Assaf (Flamenguista roxo) - A próxima rodada, com Atlético PR e Botafogo já pode decidir o futuro do alvinegro que tem que ganhar de qualquer jeito, porque está mal nos critérios de desempate. O Fluminense, na fase que está, não perde mais pontos. Vai conseguir escapar

Plínio Rocha - O Fluminense, pela qualidade do futebol que está jogando, dificilmente vai perder pontos nas duas últimas rodadas e, com isso, vai se livrar. Já o Botafogo terá problemas, principalmente contra o Atlético PR, devido aos desfalques. Acho que cai.

Sérgio Cabral - Fluminense e Botafogo estão tendo participações heróicas. Creio que não deverão cair, mas terão problemas nesta reta final. O tricolor luta contra lesões de jogadores-chave; o Alvinegro com as suspensões. mas a vontade pode prevalecer para não serem rebaixados

Carlos Alberto Vieira - Há um jogo determinante: Atlético PR x Botafogo. Quem perder, deve cair. Em caso de empate, creio que o Furacão será o rebaixado. O Flu engrenou e na última rodada fará um jogo contra o Coritiba no qual o empate deve salvar os dois. Santo André e Náutico caem.

Flávio Garcia - Botafogo e Fluminense estão com muita cara de que vão se livrar do rebaixamento. Vai sobrar prá um paranaense. Atlético e Coritiba vivem má fase e um dos dois cairá prá Série B.

PS. Todas as opiniões foram extraídas do Diário esportivo LANCE (www.lancenet.com.br)



:: 19 de novembro, 2009 ::
FLUZÃO, PORRA!!!!!!!!!

Este é um time que se recusa a perder. Este é o Fluminense atual. Empurrado por 40 mil torcedores no Maracanã, o Fluzão lutou e foi premiado com dois gols nos acréscimos que deram a vitória por 2 a 1 sobre o Cerro Porteño, do Paraguai, e a classificação para a final da Copa Sul-Americana. Gum e Alan marcaram os gols da noite heróica. Gum, por sinal, jogou quase a metade do segundo tempo com a cabeça enfaixada, por causa de um choque com um jogador adversário. Foi um 2x1 sofrido. Mas mais por causa do fidu'a égua do goleiro Barreto, do Cerro. Se não fosse ele, o jogo seria pelo menos 7x1 pro Fluzão.

Hoje vamos conhecer o adversário do Fluzão na Final, que sairá do jogo entre LDU e River Plate. Pessoalmente, prefiro a LDU, pelo simples fato de que foi quem nos tirou a Libertadores ano passado, com a ajuda do juiz Hector Baldassi. Mas, a vantagem é do River, que venceu o primeiro jogo por 2x1.

Veja os melhores momentos do jogaço contra os paraguaios



:: 06 de novembro, 2009 ::
Tri Campeão e Curitiba

Mais uma foto minha eleita a melhor da semana no Portal de Fotos da UOL

Essa aqui
bicicleta.jpg

Engraçado foi o e-mail que o cara mandou:

"Olá Amadeu,
Se entrou no site entre ontem e hoje, você deve ter percebido sua foto
Bicicleta na homepage. Isso quer dizer que, mais uma vez, a sua foi eleita a
Foto da Semana. Com isso, nossas opções estão um pouco limitadas. Quem
sabe um livro do Flávio Damm, Preto no Branco (isso se já não o ofereci ainda...rsrs)
Grato mais uma vez pela participação.

ATT

Alcides Mafra"

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Tô indo prá Curitiba agora de madrugada, e volto na segunda feira... Fiquem bem, e comportem-se...




:: 04 de novembro, 2009 ::
Fórmula 1

Notícia de última hora: a Toyota foi mais uma equipe/ montadora a deixar a Fórmula 1. Os executivos enfim encheram o saco de gastar tubos de dinheiro sem resultados e resolveram pular fora, a exemplo do que fizeram Honda (ano passado) e BMW (este ano) e pode fazer a Renault (na próxima temporada). Executivos não pensam em nada além do futuro de suas empresas. Não ligam para o esporte, usam-no enquanto acham que dá retorno e não têm pudor em sair. É a vida.

Fico triste? Sim. bastante. Pelos funcionários da equipe, que sempre se dedicaram, estes sim, pelo esporte, já que vivem disso. Lamento ainda pela grata surpresa das últimas duas etapas, o japonês Kamui Kobayashi, que mal começou sua carreira na Fórmula 1 e pode vê-la interrompida sem previsão de volta.

Mas é por essas e outras que, mais do que nunca, admiro um personagem chamado Frank Williams. Esse, sim, manteve-se fiel ao esporte e recusou a proposta que a BMW lhe fez pelo seu time. Poderia estar na dele, tranquilo, veterano que é. Mas ainda tem sua raiz, a de um autêntico garagista. Independente.

Se tivesse vendido a Williams, estaria hoje vendo tudo o que construiu acabar, como acontece agora com Peter Sauber, que tenta como pode conseguir uma vaga no grid no ano que vem.

É triste ver uma equipe acabar, principalmente, insisto, pelos funcionários. Mas, de um jeito ou de outro, a Fórmula 1 está voltando para quem é de direito: os independentes!

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Rubens Barrichello finalmente foi confirmado na Williams como companheiro de Nico Hulkenberg para a próxima temporada. Dizer o que está reservado ao brasileiro ainda é muito cedo, já que o carro nem sequer está pronto. Mas diria que o grande ponto de interrogação é em relação ao motor Cosworth, porque os últimos carros do time têm sido decentes.

Motivação é algo que nunca faltou e nem faltará a Rubens. E, diante de um companheiro de equipe promissor como é Hulkenberg, o brasileiro continuará com a mesma vontade de conseguir bons resultados e, como ele sempre destaca, brigar pelo campeonato. Parece difícil? Parece. Mas para quem davam como acabado e fez uma ótima temporada, muita calma nessa hora.

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Mas que merda a última etapa do mundial, em Abu Dhabi, heim? Até prá falar o nome da cidade é chato. pronuncia-se abú dábi. Parece minha sobrinha de ano e meio falando. A prova, independente do nome da cidade, parecia uma procissão à Meca, só que em alta velocidade.

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Como já era esperado desde o final do ano passado, o sobrenome Senna vai estar sendo pronunciado em centenas de milhares de sotaques em todo o mundo. Bruno Senna, sobrinho do campeão, assinou com a espanhola Campos, que vem com uma boa grana de patrocinadores, vem de resultados bons em outras categorias e, melhor de tudo, corre sem pressão por resultados.